sábado, 25 de maio de 2013


sexta-feira, 22 de março de 2013


"Redação do miojo" gera piadas com Enem; site "incrementa" textos com receita


A redação de um estudante que conseguiu 560 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) incluindo uma receita de macarrão instantâneo continua a gerar uma série de piadas na internet.
A última é o site miojoipsum.com que ajuda o autor a "incrementar" seus textos incluindo até seis parágrafos de receita de miojo.
"Agora você pode incrementar redações, trabalhos escolares e até mesmo monografias com um texto aprovado pelo Ministério da Educação", diz a descrição da página.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Aluno de 11 anos finge sequestro para evitar reunião de pais


Na Espanha, um garoto de 11 anos fingiu seu sequestro para evitar que os pais comparecessem a uma reunião escolar. A farsa envolveu cerca de cem guardas civis e durou duas horas, segundo o jornal espanhol "La Voz de Galicia".
O incidente aconteceu no município de Xinzo de Limia, na província de Ourense. Para que os pais não descobrissem suas notas baixas, o menino decidiu criar uma história.Durante a tarde, quando foi levar o lixo para fora, ele pegou o celular e as chaves de um outro apartamento da família que estava vazio e saiu. 
Do apartamento vazio, o garoto enviou uma mensagem de texto para seu pai avisando que fora sequestrado. Em um segundo SMS, dizia que estava dentro de um carro Seat azul. O pai, guarda civil, ligou para o filho que disse chorando estar dentro do porta-malas de um carro em movimento. Em busca do Seat azul, foram mobilizadas a guarda civil do município e das cidades vizinhas, além da polícia rodoviária. De acordo com o jornal espanhol, especialistas em sequestro já estavam no caminho de Madrid a Xinzo de Limia quando o menor foi localizado.
Após quase duas horas de agonia, o pai deu falta das chaves de seu outro apartamento, no mesmo condomínio, e foi verificar se o menino ali estava. Ao descobrir a farsa, o pai avisou aos guardas e levou o filho ao quartel.
Fonte: UOL

Aluna de 14 anos passa em 5° lugar na UFMS e Justiça garante matrícula



Nascida em 5 de maio de 1998, Nathaly Gomes Tenório, 14, se tornou ontem a mais jovem estudante da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Após conseguir boas notas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012, ela recorreu à Justiça para ter o direito de se matricular em artes visuais.
Até dezembro passado, Nathaly estudava o primeiro ano do ensino médio e, em fevereiro, ia cursar o segundo ano. Por influência da mãe, Edelária Gomes, 33, advogada, a adolescente resolveu trocar a sala da escola municipal Arlindo Andrade Gomes, em Campo Grande (MS), pela UFMS.
Antes do Enem Nathaly queria estudar moda, mas desistiu da ideia porque sua ambição exigiria a mudança de Estado.
"Não tinha pretensões de entrar logo na universidade, fiz o Enem como treineira. Passei em 5º lugar e minha mãe teve a ideia de entrar na Justiça".
A matrícula no curso foi feita por meio de liminar. O desfecho da questão judicial de Nathaly deve ser anunciado daqui uns seis meses quando ela tiver completado o primeiro semestre da vida universitária. "Geralmente a decisão confirma a liminar", aposta a mãe.
Nathaly disse que gosta de artes, mas tem a intenção de cursar também jornalismo, depois direito. "Vou tentar jornalismo no meio do ano, quero fazer as duas [cursos] ao mesmo tempo, depois estudo direito, que é vontade de minha mãe", disse a garota.
"Quero fazer Artes e Jornalismo porque gosto de lidar com projetos sociais, que envolvam as pessoas, a comunidade", disse ela.
A caloura disse que a idade não deve influenciar seu desempenho. "Vou continuar fazendo as mesmas coisas, indo ao cinema, curtindo amigos, namorando", diz.

Desde cedo

Nathaly, segundo a mãe, conhece o mundo acadêmico desde os cinco anos. "Por necessidade, ela seguia comigo para a universidade, onde eu estudava direito. Foram anos juntas", contou empolgada.
Até a tarde desta terça-feira (22), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul havia concedido doze liminares a estudantes que não haviam completado o ensino médio, mas conseguiram passar em universidades.
Dessas, seis são de estudantes que vão ingressar na UFMS, outras seis para a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul). As decisões favoreceram alunos de 15 a 17 anos de idade.
Fonte: UOL



domingo, 20 de janeiro de 2013

Inscrições para o Prouni do 1° semestre de 2013 terminam amanhã


As inscrições para o Prouni (Programa Universidade para Todos) do primeiro semestre de 2013 podem ser realizadas até as 23h59 de amanhã (21). O cadastro deve ser feito pelo www.siteprouni.mec.gov.br.
Segundo o MEC (Ministério da Educação), o sistema oferece 162.329 bolsas em 12.159 cursos de 1.078 instituições de todo o país. São 108.686 bolsas integrais e 53.643 parciais (50% da mensalidade) - confira a oferta por instituição, curso ou município aqui
Para concorrer às bolsas de estudo, o aluno precisa ter feito o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012, alcançado o mínimo de 450 pontos e não pode ter zerado a redação. Para o cadastro, o aluno deve informar o número de inscrição e senha do Enem 2012.

Segundo o MEC, todas as instituições participantes do Prouni devem oferecer acesso gratuito à internet para os candidatos que desejarem se inscrever. Haverá reserva de vagas para candidatos com deficiência e também para os autodeclarados indígenas, pardos ou pretos.
Durante o período de inscrição, o candidato poderá alterar suas opções. O sistema irá considerar válida a última inscrição confirmada. Uma vez por dia, o sistema mostrará a nota de corte (menor nota para ficar entre os potencialmente pré-selecionados) para cada curso com base no número de bolsas disponíveis e no total dos candidatos inscritos naquele curso, por modalidade de concorrência. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Literatura africana na sala de aula


É provável que você já tenha dito aos seus alunos como ler é importante e prazeroso. Nessas aulas deve ter destacado que o hábito permite aprender como vivem outros povos e quais são seus costumes e tradições. Isso não é diferente com a produção literária africana, rica em escritores que discutem e reescrevem a história dos países onde nasceram.
Levar estes nomes para a sala de aula respeita a Lei 10.639/03, que inclui o ensino da História e Cultura Africana no currículo das escolas brasileiras. Por meio das Orientações e Ações para a Educação das relações étnico-raciais – documento que indica atividades e temas para cada segmento de ensino – o Ministério da Educação propõe que, muito mais do que simplesmente cumprir a lei, o foco seja o estímulo a valores como diversidade e apreciação da cultura negra.
Novembro é o mês da consciência negra, mas relações raciais e o respeito à diversidade devem ser trabalhados o ano todo. Confira como tratar essas questões neste especial com mais de 35 textos. Boa leitura!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Gaiolas e asas – Rubem Alves


Os pensamentos me chegam de forma inesperada, sob a forma de aforismos. Fico feliz porque sei que Lichtenberg, William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Digo “atacados“ porque eles surgem repentinamente, sem preparo, com a força de um raio. Aforismos são visões: fazem ver, sem explicar. Pois ontem, de repente, esse aforismo me atacou: “Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas“.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras de segundo grau, em escolas de periferia. O que elas contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças... E elas, timidamente, pedindo silêncio, tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas, dar o programa, fazer avaliações... Ouvindo os seus relatos vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra - e a domadoras com seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres... Sentir alegria ao sair da casa para ir para escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O seu sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha junto com os tigres.
Nos tempos da minha infância eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Fazia minhas próprias arapucas, punha fubá dentro e ficava escondido, esperando... O pobre passarinho vinha, atraído pelo fubá. Ia comendo, entrava na arapuca, pisava no poleiro – e era uma vez um passarinho voante. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca, pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames, batia as asas, crispava as garras, enfiava o bico entre nos vãos, na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço, ficava ensanguetado... Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil.
Violento, o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos, os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas?
Me falarão sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. De acordo. É preciso que os adolescentes, é preciso que todos tenham uma boa educação. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor.
Mas, eu pergunto: Nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação?
O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. E para se testar a qualidade da educação se criam mecanismos, provas, avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.
Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é “dígrafo“? E os usos da partícula “se“? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante“? Qual a utilidade da palavra “mesóclise“? Pobres professoras, também engaioladas... São obrigadas a ensinar o que os programas mandam, sabendo que é inútil. Isso é hábito velho das escolas. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: “fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender – e aprender à sua maneira...“
O sujeito da educação é o corpo porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender para poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Nietzsche dizia que ela, a inteligência, era “ferramenta“ e “brinquedo“ do corpo. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender “ferramentas“, aprender “brinquedos“. “Ferramentas“ são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia a dia. “Brinquedos“ são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma. No momento em que escrevo estou ouvindo o coral da 9ª sinfonia. Não é ferramenta. Não serve para nada. Mas enche a minha alma de felicidade. Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, está o resumo educação.
Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo. Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade, não fica violento. Fica alegre, vendo as asas crescer... Assim todo professor, ao ensinar, teria que perguntar: “Isso que vou ensinar, é ferramenta? É brinquedo?“ Se não for é melhor deixar de lado.
As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. Esses dados não me dizem nada. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Mas eu sei que há professores que amam o vôo dos seus alunos. Há esperança...
(Folha de S. Paulo, Tendências e debates, 05/12/2001.)
Fonte: http://www.rubemalves.com.br/gaiolaseasas.htm

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Dilma defende que recursos do pré-sal sejam usados na educação


A presidenta da República, Dilma Rousseff, defendeu, nesta segunda-feira, a destinação dos recursos com a exploração do petróleo e gás da camada pré-sal para a educação. Segundo a presidenta, apesar dos investimentos feitos ao longo dos últimos anos, somente com a aplicação dos ganhos do setor de petróleo e gás será possível aumentar o direcionamento de recursos para essa área.
"Eu acredito que uma das grandes questões que nós temos que discutir, logo após as eleições, é para onde vamos destinar os recursos do petróleo e do gás, tanto no que se refere a royalties, como ao Fundo Socialdo Pré-Sal aprovado em relação à partilha. Nisso, a importância da educação tem que ficar clara", ressaltou ao discursar durante evento promovido pela revista Carta Capital.
Para a presidente, é necessário fazer "vultuosos" investimentos em educação para garantir o desenvolvimento do país a médio e longo prazo. "Nós, em uma visão de médio prazo, e mesmo de longo prazo, temos de assumir o compromisso de ampliar o gasto de educação como percentual do PIB Produto Interno Bruto". O Plano Nacional de Educação (PNE) que foi aprovado em uma comissão especial, mas ainda deverá ser votado no plenário da Câmara dos Deputados, prevê que em dez anos o Brasil destine 10% do PIB para a educação.
Dilma destacou ainda a importância da melhoria do ensino como forma de garantir a sustentabilidade da nova classe média, surgida nos últimos anos. "É um elemento fundamental tanto para que a gente garanta que a nossa classe média seja consistente, não volte atrás, não enfrente um processo de perda de renda, como que nós tenhamos condições de ter massa crítica para inovar e investir em tecnologia e inovação".

sábado, 8 de setembro de 2012

Dia Internacional da Alfabetização!

Neste dia 8 de setembro é comemorado o Dia Internacional da Alfabetização. A data foi instituída pela UNESCO  e pela ONU (Organização das Nações Unidas).
O Inaf, produzido pelo Instituto Paulo Montenegro e a organização não governamental Ação Educativa, mostrou, ainda, que apenas 35% das pessoas com ensino médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas e 38% dos brasileiros com formação superior têm nível insuficiente em leitura e escrita.
Demonstrando que o Brasil não é um país de leitores, a pesquisa Retratos da Leitura, divulgada em março deste ano, apontou que 75% dos brasileiros nunca frequentaram uma biblioteca. Além disso, a 33% da população disse que não tem nada que o motive a frequentar o espaço de estudo. Para apenas 20% dos entrevistados, a existência de livros novos é considerada um atrativo, 17% declararam que frequentariam mais as bibliotecas se elas ficassem perto de onde moram e 13% se elas tivessem livros mais interessantes.
Década para a Alfabetização
O ano de 2012 encerra a Década das Nações Unidas para a Alfabetização, lançada em 2003 e coordenada pela Unesco, que criou o slogan "Alfabetização como Liberdade". Em 2005, o órgão lançou a Iniciativa de Alfabetização para o Empoderamento. O objetivo da Educação para Todos - parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio lançado pela ONU em 2000 -, de aumentar para 50% os níveis de alfabetismo até 2015, é o objetivo geral para Década da Alfabetização.

domingo, 2 de setembro de 2012

Cursos Educacionais para setembro!!!



Abrirei novas turmas em setembro para os seguintes cursos!!!
Cursos Educacionais para Equipes Técnicas de Escolas,
Pedagogos, Professores e/ou Estudantes de Pedagogia.

Curso: Síndrome de Burnout

Curso: Transtornos de Personalidade

Curso: Distúrbios de Aprendizagem

Curso: Como Realizar Entrevistas de Sucesso

Curso: Oratória

Curso: Inclusão da Criança com Síndrome de Down

Curso: Autismo

Curso: Bullying

Curso: Conhecendo o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente

Curso: Teóricos da Educação

Curso: Pedagogia Empresarial

Para maiores informações envie um e-mail para; lua_linhares@yahoo.com.br

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Quando as Disfunções Cerebrais Afetam a Aprendizagem*


Hemisférios do cérebro humano
O cérebro humano é dividido em duas partes: hemisfério esquerdo e hemisfério direito. O esquerdo é o lado mais lógico, racional, seqüencial e baseado na realidade, já o direito é o lado mais intuitivo, criativo, atemporal e holístico. O hemisfério esquerdo recebe informações do lado direito do corpo e o hemisfério direito recebe informações e controla os movimentos do lado esquerdo.
A substância cinzenta do cérebro, denominada córtex cerebral, possui quatro áreas chamadas de lobos cerebrais: lobo frontal, lobo occipital, lobo parietal e lobo temporal. Os lobos cerebrais são designados pelos nomes dos ossos cranianos nas suas proximidades e que os recobrem, tendo cada uma funções diferenciadas e especializadas.
Lobo frontal: responsável pelas estratégias, decisões, planejamentos, capacidade para ligações afetivas-emocionais e julgamento social.
Lobo occipital: processa os dados visuais, de movimento, profundidade, distância e cor. A informação é recebida e comparada com o que o indivíduo já possui de conhecimento visual.
Lobo parietal: responsável pelas sensações do corpo, como tato, temperatura, dor, paladar e também faz o reconhecimento do nosso corpo no espaço.
Lobo temporal: processa os estímulos auditivos que em interação com outras zonas do cérebro, lhes atribui um significado permitindo ao indivíduo reconhecer o que ouve.
Quando as Disfunções Cerebrais Afetam a Aprendizagem
Aprender é um processo complexo e interior de cada indivíduo. Para que isso aconteça é necessário que sejam criadas condições para facilitar essa aprendizagem. Isso não depende somente do indivíduo, pois existem situações externas que interferem nesse processo, como por exemplo: fatores fora do SNC, fatores neurológicos periféricos, fatores neurológicos centrais transitórios e fatores neurológicos centrais permanentes.
Para que a aprendizagem ocorra contamos com uma máquina potente, denominada cérebro. Ele é o responsável para interligar, receptar, coordenar e processar todos os estímulos do ambiente por meio do SNC (Sistema Nervoso Central). Qualquer alteração nele observada será refletida na aprendizagem.
O aprender depende da integridade do cérebro, interesse, atenção e da funcionalidade adequada de cada uma de suas partes. Portanto, uma disfunção cerebral significa uma anormalidade patológica por alteração violenta na ordem natural da aprendizagem. Sendo um problema ou uma doença que acomete o aprendente em nível individual e orgânico.
Os efeitos emocionais da deficiência de aprendizagem, na maioria das vezes, agravam o problema. As crianças sofrem com o baixo rendimento escolar e, muitas vezes, são rotuladas como fracassadas, até mesmo pela família e pelo professor.
Por vezes, as mesmas deficiências que afetam a leitura, escrita, comunicação, também afetam no relacionamento social com a família, amigos e práticas esportivas. Sendo essencial que estas crianças recebam apoio do educador, da família e da comunidade, por serem fatores que interferem diretamente na aprendizagem.
A prática psicopedagógica considera o sujeito como um ser global, composto por aspectos orgânicos, cognitivos, social, afetivo e pedagógico. Sendo a aprendizagem uma constante interação do sujeito com o meio.
A intervenção preventiva do psicopedagogo é fundamental para evitar maiores danos ao indivíduo com disfunções ou dificuldades de aprendizagem, tendo um papel decisivo na condução do sujeito ao caminho da aprendizagem.
*Por: Luana Linhares
Proibida reprodução total ou parcial deste texto, sem autorização da autora

Psicomotricidade e a Aprendizagem*

A Psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e sua relação com seu mundo interior e exterior. O termo psicomotricidade é empregado para concepção de movimento organizado e integrado em função das experiências vividas pelo indivíduo que geram sua linguagem, socialização, autonomia e individualidade.
O trabalho de educação psicomotora com as crianças é base indispensável no desenvolvimento motor, psicológico e afetivo. Os jogos e as atividades lúdicas são grandes aliados para que o aluno se conscientize sobre seu corpo. Por meio da recreação pode desenvolver suas aptidões perceptivas como meio de ajustamento do comportamento psicomotor. A recreação deve realizar atividades considerando seus níveis de maturação biológica para que a criança desenvolva o controle mental de sua expressão motora. De maneira dirigida proporciona a aprendizagem em várias atividades que ajudam na conservação da saúde física, mental e no equilíbrio sócio-afetivo.
Quanto mais a criança brinca, mais ela se desenvolve em todos os aspectos. Além de se divertir com as atividades lúdicas, expressa seus sentimentos, interpreta e se relaciona com o mundo em que vive, sendo um grande preparo para o desempenho de papéis sociais.
Como a educação psicomotora abrange todas as aprendizagens da criança, se um de seus elementos for prejudicado ocorre um distúrbio de aprendizagem. Caso a criança tenha um desenvolvimento psicomotor mal constituído isto pode acarretar problemas na escrita, na leitura, na distinção de letras, na direção gráfica, na análise gramatical e até mesmo no pensamento abstrato.
Dessa forma, o educador deve ter plena consciência da importância da educação psicomotora e compreender que essa responsabilidade não cabe apenas ao professor de Educação Física e sim é uma atividade essencial em todas as disciplinas e que todos os professores devem criar vínculos para que esta aprendizagem ocorra de maneira satisfatória de modo a evitar futuros distúrbios provocados pelo mau desenvolvimento psicomotor.

*Texto escrito por: Luana Linhares
Proibida reprodução total ou parcial deste texto, sem autorização da autora



domingo, 29 de julho de 2012

Educação começa em casa!!!!

Clique na imagem para visualizar a cartilha completa!!!!

sábado, 28 de julho de 2012

Entrevista com Maria Cristina Mantovanini


Educadora questiona o excesso de diagnósticos de patologias sem critério, reforça a obrigatoriedade do estágio supervisionado em Psicopedagogia e critica a imagem desgastada da profissão

Com o passar do tempo, a Psicopedagogia vem ganhando espaço na Educação. Dentro ou fora das instituições de ensino, educadores têm se debruçado sobre questões afins à aprendizagem e à afetividade, temas básicos da área. No entanto, a formação de muitos deles se mostra frágil e insuficiente, o que vem desgastando a credibilidade da profissão. A prática equivocada desses profissionais, além de não ajudar crianças e jovens a aprender, é marcada pelo hábito de diagnosticar distúrbios, como a dislexia. "Quem pode afirmar algo desse tipo são os médicos, que são habilitados para tal", afirma Maria Cristina Mantovanini, psicopedagoga com quase 30 anos de experiência. Para ela, não é problema os docentes buscarem esse conhecimento para aperfeiçoar a prática desde que estudem a teoria continuamente e respeitem os limites de atuação próprios da área.
Historiadora, doutora em Psicologia Escolar pela Universidade de São Paulo (USP) e integrante da Sociedade Brasileira de Psicanálise (SBP), trabalhou em escolas por 14 anos. "Fui professora em diversos segmentos - da Educação Infantil à pós- graduação - e atuei como orientadora pedagógica. Conheço em profundidade o cotidiano do ambiente escolar, com o qual mantenho contato direto, o que é fundamental para atuar como psicopedagoga."
Em entrevista a NOVA ESCOLA, Maria Cristina também fala sobre os grandes teóricos da área e convida à reflexão sobre o jeito normativo com que a aprendizagem tem sido encarada.

Clique aqui e leia a entrevista na íntegra!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos. Participe!!!!

Oito dicas para melhorar a postura corporal em sala de aula

A rotina de quem ensina exige cuidados com a coluna e com a musculatura corporal. Veja como implementar estes cuidados no seu dia a dia.
Na sala de aula você circula pela sala, fica em pé, procura chamar a atenção da turma para o que está falando e permanece sentado por poucos minutos, certo? Os intervalos entre as aulas e os momentos para descanso também costumam ser raros. Esta rotina pede que o professor tenha alguns cuidados com sua postura, o que evita problemas de saúde e até o afastamento do trabalho. Queixas como torcicolos, dores na coluna e tensões no músculo trapézio superior (aquele logo abaixo do pescoço, que fica enrijecido quando estamos tensos) costumam atrapalhar o dia a dia dos professores. Um estudo feito com profissionais da rede municipal de Salvador mostrou que as reclamações são bastante frequentes: 41,1% dos professores têm dores frequentes nas costas e 23,7% nos braços. Muitas vezes estes problemas derivam da repetição de movimentos errados que, com a frequência e o tempo, podem se transformar em dores e inflamações.
Veja oito dicas para evitar problemas de saúde relacionados à coluna e à musculatura corporal. A consultoria é de Gabriel Moyá, fisioterapeuta do Sanitas Corpus e pesquisador da Faculdade de Medicina da USP.
1. Reveze momentos em pé, sentado e em movimento Não fique muito tempo na mesma posição. Durante as aulas, procure alternar seus movimentos: ande pela sala, fique um tempo em pé e alguns minutos sentado.
2. Faça pausas para descansar Você passa muitas horas em pé. Por isso, durante o recreio ou nos intervalos entre as aulas, procure descansar. Na falta de um ambiente como uma sala de vivência ou outro espaço semelhante na própria escola, sente-se por alguns minutos em uma poltrona ou uma cadeira mais confortável.
3. Use tênis ou sapatos confortáveis Para você, um tênis ou um sapato com salto baixo e sem bico fino são as melhores opções. Estes calçados posicionam melhor os dedos e o pé. Palmilhas de silicone e meias de média compressão também são alternativas que facilitam a sustentação do corpo e evitam dores.
4. Se sente dores, procure ajuda médica A dor é um sinal de lesão ou de princípio de lesão, que indica sobrecarga. Quando sentir alguma parte do corpo dolorida, como os ombros, o pescoço ou a coluna, pare e busque outras formas de fazer a atividade que estava fazendo quando a dor apareceu. Se mantiver o mesmo padrão de movimento, a tendência é piorar. E, fique atento: se as dores são frequentes é preciso procurar um especialista, como um médico ortopedista. Este profissional poderá encaminhá-lo a um fisioterapeuta ou recomendar o tratamento mais adequado para o seu caso.
5. Fique em pé da maneira correta Em geral, o professor passa boa parte do tempo em pé enquanto dá aulas. Faça isso sem deixar os pés muito próximos, o que dificulta o equilíbrio e a manutenção da postura, pois o corpo precisa se esforçar um pouco mais para ficar parado. Os joelhos também não podem estar totalmente estendidos nem flexionados, mas sim em um intermédio entre as duas posições.
6. Cuidado ao escrever na lousa Quando você levanta o braço para escrever na lousa, se move ligeiramente pra frente e o corpo se ajusta para restituir o equilíbrio. Nesta hora, procure alinhar joelhos, tronco e os ombros e manter a estabilidade do corpo, conforme a ilustração (ao lado).
7. Pratique exercícios físicos Com o tempo, a pessoa tende a diminuir massa muscular e o controle que tem da postura. Assim, fica mais difícil manter-se ereto ou se mexer da forma adequada. A prática de exercícios físicos, além de trazer bem estar, deixa os músculos mais fortes e traz a estabilidade que o corpo precisa para evitar problemas na coluna e em outras partes do corpo.
8. Agache do jeito certo Para falar com os alunos da Educação Infantil, o educador abaixa várias vezes ao longo do dia, pelo tamanho das crianças e pela natureza do mobiliário utilizado nesta etapa de ensino. Aqui, mais uma vez, vale a premissa: é importante evitar repetições de movimento errados. Por isso, quando agachar, principalmente para levantar peso, mantenha os pés afastados, de preferência um na frente e outro atrás, e flexione bem o joelho. Quanto mais dobrar o joelho, menos você curva e força a coluna.
Fonte: Nova Escola




Professores em greve são recebidos por assessor da Presidência no Palácio do Planalto

Representantes de professores de universidades federais, em greve há quase 60 dias, estiveram nesta quarta (11) no Palácio do Planalto após um protesto pedindo a interferência da presidenta Dilma Rousseff nas negociações para garantir o reajuste salarial e a reestruturação do plano de carreira da categoria. Os servidores das instituições federais, que estão parados há um mês, também participaram da reunião
Os grevistas, representados pelo Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) e pela Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras) foram recebidos pelo secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Sottili, e pelo assessor especial José Lopes Feijó. O titular da pasta, ministro Gilberto Carvalho, está de férias.
O grupo saiu da reunião com a promessa de que a Secretaria-Geral, responsável pela mediação entre governo e os movimentos sociais, deverá tentar facilitar a negociação entre os grevistas e o Ministério do Planejamento.
Noventa e duas instituições federais estão paradas: 55 das 59 federais e 37 institutos de educação básica, profissional e tecnológica.
Fonte: UOL



terça-feira, 26 de junho de 2012

Justiça restaurativa na Cúpula dos Povos


No dia 16 de junho, Dominic Barter, puxou uma roda sobre círculos restaurativos na tenda do “Gaia Home”, na Cúpula dos Povos. Ele não apenas nos contou sobre do que se trata essa prática como também propôs aos presentes que fizéssemos um círculo para termos uma ideia sobre como funciona cada uma das etapas. A grande diferença entre a justiça restaurativa e a justiça penal é que a primeira não tem como objetivo punir o autor de uma agressão, mas sim reparar os danos causados às pessoas envolvidas nesse processo, que nem sempre é a vítima (até porque pode-se usá-la em casos de homicídio), mas toda comunidade afetada pelo dano.
Outro aspecto importante é que não se pode obrigar alguém a participar desse processo, a participação é voluntária.
Segundo definição do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, justiça restaurativa é um processo em que “vítima e ofensor, bem como demais outros indivíduos ou membros da comunidade que foram afetados pelo conflito em questão, participam ativamente na resolução das questões oriundas desse conflito, geralmente com a ajuda de um facilitador.”
Dominic citou algumas pré-condições essenciais para que se possa fazer um círculo restaurativo. São elas: encontrar as fontes de poder na comunidade em questão e se engajar com elas; achar um espaço físico onde esses círculos possam acontecer; alguém que saiba como facilitar o processo; avisar a comunidade que esse processo existe e como funciona.
Para Dominic, é importante que as pessoas possam reconsiderar suas opiniões sobre “conflito”, pois no geral, tendemos a vê-lo como algo que deve ser evitado, quando na verdade, eles são uma oportunidade para transformação. O problema é que culturalmente nos habituamos ver os conflitos como uma situação em que necessariamente um ganha e outro perde. Na justiça restaurativa, tem-se a oportunidade de realmente ter um diálogo em que vítima e agressor podem falar sobre seus sentimentos, emoções, e reparar os danos nas diversas esferas.
Fonte: Riomasvos.org

domingo, 1 de abril de 2012

Inscrições para a Olimpíada de Matemática de 2012 podem ser realizadas até hoje

Escolas interessadas em participar da oitava edição da Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) têm até hoje (30) para realizar a inscrição no site do evento. Podem participar alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e de todos os anos do ensino médio. A competição é promovida pelo MEC (Ministério da Educação), pelo MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e pelo Impa (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada).
No ano passado, 18,7 milhões de estudantes de 44 mil escolas participaram da olimpíada, que é organizada em duas fases. A primeira prova é objetiva e será aplicada no dia 5 de junho. Os alunos com os melhores resultados são selecionados para a segunda fase, composta de prova discursiva, marcada para o dia 15 de setembro.
Os 400 melhores alunos do ensino fundamental e os 100 melhores do ensino médio receberão medalhas de ouro. Os participantes ainda poderão conquistar medalhas de prata e bronze, totalizando mais de 4 mil premiações. Também serão concedidas menções honrosas. Os medalhistas terão a oportunidade de participar do Programa de Iniciação Científica Júnior, que dá direito a uma bolsa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
Já os professores dos alunos premiados receberão tablets e placas de homenagem, de acordo com o número de medalhas conquistadas. As escolas com bom desempenho na olimpíada também podem ser contempladas com computadores, softwares relacionados ao ensino da matemática, impressoras e troféus.
O regulamento completo está disponível no site da Obmep.