quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
SÍNDROME DE BURNOUT E OS EFEITOS NA NOSSA VOZ
A ocorrência do stresse ocupacional tem sido observado em todas as partes do mundo, como fator causal de mortalidade, morbidade e ruptura na saúde mental e bem-estar dos trabalhadores.
Trata-se de uma resposta ao estresse emocional crônico, sentimentos relativos ao desempenho da profissão, representado por:
1. Exaustão física e emocional (contrastes entre tensão e tédio)
2. Diminuição da realização pessoal no trabalho (competência, sucesso, esforços falhos, depressão)
3. Despersonalização (distanciamento, separação, insensibilidade, cinismo)
4. Envolvimento (pessoas, proximidade, atenção diferenciada)
Burnout é portanto, a reação final do indivíduo em face das experiências estressantes que se acumulam ao longo do tempo.
As situações de estresse contribuem para as condições de mau-uso e abuso da voz, que geram esforços e adaptações do aparelho fonador, deixando o profissional mais propenso ao desenvolvimento de uma disfonia.
Várias pessoas utilizam sua voz como instrumento de trabalho falando muito e por um longo período. Dentre elas encontramos professores, cantores, atores, vendedores, operadores de telemarketing, repórteres, radialistas, advogados, palestrantes . Por isso, é muito comum essas pessoas apresentarem rouquidão, cansaço para falar, perda de intensidade vocal, irritação na garganta e até mesmo a perda da voz.
As enfermidades vocais têm grande impacto social, emocional, profissional e econômico. Estima-se que representem um prejuízo de mais de 100 milhões de reais ao ano com licenças, afastamentos e readaptações por disfonia.
Estudo realizado durante dois anos, financiado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), envolvendo 52 mil educadores em 1.440 escolas dos 27 Estados, revelou dados assustadores. Descobriu-se que 48% dos professores sofrem de algum sintoma da Síndrome de Bournout, que causa exaustão emocional.
Voz é a expressão da personalidade e da emoção . Desde o nascimento a voz é expressa de maneiras diferentes como choro , riso e sons da fala. A produção da voz ocorre a partir da vibração das pregas vocais (conhecidas anteriormente como cordas vocais) que se localizam na laringe , mais especificamente atrás da cartilagem tireóide que é o pomo de adão no homem . No momento da expiração as pregas vocais se aproximam e vibrando produzem um som fundamental que será amplificado pelas nossas caixas de ressonância que são a laringe , a cavidade bucal e nasal.Os tecidos das nossas pregas vocais são muito delicados e se utilizados de forma inadequada podem surgir alterações..A voz rouca pode indicar alterações na laringe . A rouquidão passageira pode ser resultado de excessos .
É extremamente importante que cuidemos sempre de nossa saúde vocal para evitarmos que ocorra uma alteração na qualidade da mesma, além de outras conseqüências até mais graves. Uma triagem fonoaudiológica, para receber orientações sobre a saúde e a higiene vocal é muito importante caso ocorra algum sintoma relacionado a má qualidade vocal. Um fonoaudiólogo pode fazer uma avaliação e dar os encaminhamentos necessários, seja uma terapia vocal ou em muitos casos, encaminhá-lo a uma avaliação com o otorrinolaringologista.
As principais causas da Síndrome de Burnout são:
1. Excesso de trabalho
2. Sobreesforço (que leva a estados de ansiedade e fadiga)
3. Desmoralização e perda de ilusão
4. Perda de vocação, decepção com superiores, etc.
Os principais sintomas da Síndrome de Burnout :
a) Psicossomáticos: fadiga crônica, dor de cabeça, distúrbios do sono, úlceras e problemas gástricos, dores musculares, perda de peso;
b) Comportamentais: falta ao trabalho, vícios (fumo, álcool, drogas, café);
c) Emocionais: irritabilidade, falta de concentração, distanciamento afetivo,disfonia;
d) Relativos ao trabalho: menor capacidade, ações hostis, conflitos, etc.
Qualquer alteração vocal permanecendo por mais de 15 dias deve ser investigada pelo médico Otorrinolaringologista .E se diagnosticada uma disfonia o Fonoaudiólogo é quem melhor pode orientar e tratar juntamente com o Otorrinolaringologista a alteração vocal.
Fonte: A Síndrome De Burnout publicado 25/02/2007 por Emanuela Sales Almeida de Sousa em http://www.webartigos.com
O impacto dos fatores estressantes sobre profissões que requerem grau elevado de contato com o público, recebe o nome de Síndrome de Burnout. De origem inglesa, este termo significa: queimar, ferir, estar excitado, ansioso.Trata-se de uma resposta ao estresse emocional crônico, sentimentos relativos ao desempenho da profissão, representado por:
1. Exaustão física e emocional (contrastes entre tensão e tédio)
2. Diminuição da realização pessoal no trabalho (competência, sucesso, esforços falhos, depressão)
3. Despersonalização (distanciamento, separação, insensibilidade, cinismo)
4. Envolvimento (pessoas, proximidade, atenção diferenciada)
Burnout é portanto, a reação final do indivíduo em face das experiências estressantes que se acumulam ao longo do tempo.
As situações de estresse contribuem para as condições de mau-uso e abuso da voz, que geram esforços e adaptações do aparelho fonador, deixando o profissional mais propenso ao desenvolvimento de uma disfonia.
Várias pessoas utilizam sua voz como instrumento de trabalho falando muito e por um longo período. Dentre elas encontramos professores, cantores, atores, vendedores, operadores de telemarketing, repórteres, radialistas, advogados, palestrantes . Por isso, é muito comum essas pessoas apresentarem rouquidão, cansaço para falar, perda de intensidade vocal, irritação na garganta e até mesmo a perda da voz.
As enfermidades vocais têm grande impacto social, emocional, profissional e econômico. Estima-se que representem um prejuízo de mais de 100 milhões de reais ao ano com licenças, afastamentos e readaptações por disfonia.
Estudo realizado durante dois anos, financiado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), envolvendo 52 mil educadores em 1.440 escolas dos 27 Estados, revelou dados assustadores. Descobriu-se que 48% dos professores sofrem de algum sintoma da Síndrome de Bournout, que causa exaustão emocional.
Voz é a expressão da personalidade e da emoção . Desde o nascimento a voz é expressa de maneiras diferentes como choro , riso e sons da fala. A produção da voz ocorre a partir da vibração das pregas vocais (conhecidas anteriormente como cordas vocais) que se localizam na laringe , mais especificamente atrás da cartilagem tireóide que é o pomo de adão no homem . No momento da expiração as pregas vocais se aproximam e vibrando produzem um som fundamental que será amplificado pelas nossas caixas de ressonância que são a laringe , a cavidade bucal e nasal.Os tecidos das nossas pregas vocais são muito delicados e se utilizados de forma inadequada podem surgir alterações..A voz rouca pode indicar alterações na laringe . A rouquidão passageira pode ser resultado de excessos .
É extremamente importante que cuidemos sempre de nossa saúde vocal para evitarmos que ocorra uma alteração na qualidade da mesma, além de outras conseqüências até mais graves. Uma triagem fonoaudiológica, para receber orientações sobre a saúde e a higiene vocal é muito importante caso ocorra algum sintoma relacionado a má qualidade vocal. Um fonoaudiólogo pode fazer uma avaliação e dar os encaminhamentos necessários, seja uma terapia vocal ou em muitos casos, encaminhá-lo a uma avaliação com o otorrinolaringologista.
As principais causas da Síndrome de Burnout são:
1. Excesso de trabalho
2. Sobreesforço (que leva a estados de ansiedade e fadiga)
3. Desmoralização e perda de ilusão
4. Perda de vocação, decepção com superiores, etc.
Os principais sintomas da Síndrome de Burnout :
a) Psicossomáticos: fadiga crônica, dor de cabeça, distúrbios do sono, úlceras e problemas gástricos, dores musculares, perda de peso;
b) Comportamentais: falta ao trabalho, vícios (fumo, álcool, drogas, café);
c) Emocionais: irritabilidade, falta de concentração, distanciamento afetivo,disfonia;
d) Relativos ao trabalho: menor capacidade, ações hostis, conflitos, etc.
Qualquer alteração vocal permanecendo por mais de 15 dias deve ser investigada pelo médico Otorrinolaringologista .E se diagnosticada uma disfonia o Fonoaudiólogo é quem melhor pode orientar e tratar juntamente com o Otorrinolaringologista a alteração vocal.
Fonte: A Síndrome De Burnout publicado 25/02/2007 por Emanuela Sales Almeida de Sousa em http://www.webartigos.com
sábado, 4 de dezembro de 2010
Diferentes usos das frações
É preciso ir além de "uma pizza dividida em pedaços iguais" para a moçada dominar o trabalho com as representações fracionárias
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O trabalho do orientador educacional na sala de aula
Temos tratado nessa coluna sobre a importância de a orientação educacional transitar e ocupar diferentes espaços na escola com o objetivo de potencializar a aprendizagem dos alunos. A sala de aula - por excelência, o lugar organizador desse processo - também pode ser utilizada como território de ação do orientador.
Na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a entrada do orientador em sala pode ser o momento da rotina para tratar de temas sensíveis ao grupo. As conversas mais comuns geralmente giram em torno de acontecimentos que mobilizam os alunos, como a chegada ou a despedida de um colega, a substituição do professor ou a preparação para uma atividade extraescolar, como um passeio ao zoológico ou a visita a um museu.
Em algumas escolas, a orientação realiza semanalmente uma roda de conversa com os alunos e o professor. Essa pode ser uma boa oportunidade para escutar as demandas da turma, analisá-las e resolver coletivamente os conflitos que surgem. É importante que o orientador faça uma parceria com o professor para que ele compreenda essa intervenção como potencializadora do trabalho educativo que é realizado. Quando interfere de modo inapropriado ou sem a anuência do docente, o orientador pode transmitir aos alunos a impressão de que o professor é inábil, e ele, o detentor do saber.
Nos anos finais do Ensino Fundamental e no Médio, a presença do orientador na classe ganha nova dimensão. Muitas escolas inserem no currículo um horário para a orientação educacional ou de estudos, destinado a atividades que auxiliem os alunos a fazer o uso adequado do tempo, do caderno, da agenda e dos livros, além de promover discussões sobre a realização da lição de casa e as estratégias de estudo. Essas aulas visam estimular a prática dos conteúdos procedimentais - aqueles que favorecem a apropriação do conhecimento conceitual.
O orientador pode contribuir com a formação do aluno em sala de aula, discutindo a gestão dos conflitos do dia a dia, os chamados conteúdos atitudinais. Nesses encontros, são tratados os problemas que interferem na aprendizagem do grupo e colocam em risco a qualidade da convivência. As brigas do intervalo, o descuido com os espaços coletivos e o desrespeito entre os alunos são alguns dos assuntos que costumam se inserir nessas discussões. Existem escolas que, tendo clareza das questões que habitualmente surgem nessa faixa etária, promovem ações preventivas. Nesses casos, a orientação antecipa com os jovens assuntos complexos que podem ser potencializadores de futuros conflitos por meio, por exemplo, do debate de filmes ou da leitura de textos.
O fundamental é que os conteúdos - procedimentais ou atitudinais - tratados nas atividades propostas pela orientação em sala de aula se materializem em ações concretas. A circulação da palavra é importante, mas ela não garante, por si só, a transformação da realidade que preocupa. O orientador educacional precisa ajudar os alunos a planejar e executar ações que colaborem com a resolução dos problemas que afetam a qualidade da aprendizagem assim como das relações sociais vividas na escola.
Autora: Catarina Iavelberg
É assessora psicoeducacional especializada em Psicologia da Educação.
Assim não dá! Punir sem reflexão...Para o castigo ser educativo, ele deve reparar o dano causado pela ação
Um estudante desrespeita um colega ou professor e é colocado para lavar o banheiro ou varrer o pátio. Castigos como esses aparecem nas escolas em que os educadores desconhecem a forma como crianças e adolescentes adquirem a noção de responsabilidade. Usar um esquema de tolerância zero e punições extremas dá a sensação de obter resultados rápidos. Contudo, eles são provisórios: os alunos deixam de praticar os atos que causam danos por medo, mas acabam voltando a eles. "Não pode haver humilhação pública, pois isso em nada ajuda o indivíduo a tomar consciência do que fez", ressalta Adriana de Melo Ramos, pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Os especialistas explicam que crianças mais novas costumam criar mecanismos para fugir da punição, geralmente prometendo não repetir o erro. Mas acabam por não refletir sobre as atitudes. Já os mais velhos são capazes de calcular os riscos. Às vezes, optam por fazer o que não devem quando ninguém está vendo, ou medem o custo/benefício e concluem que, pelo castigo previsto, vale a pena se expor. É comum que isso ocorra quando as punições dadas não têm relação com o que foi feito de errado. Em qualquer idade, porém, é essencial relacionar atitude e reparação. Se o aluno pichou uma parede, deve limpá-la. Se estragou um brinquedo do colega, terá de repor ou ajudar a consertar. Vale procurar, sempre, o melhor caminho para cada atitude que se apresenta.
É preciso considerar a questão da ética e da construção de valores no projeto político-pedagógico, investindo nas ações cotidianas, na melhoria das relações interpessoais e no respeito mútuo entre os alunos e entre eles e a equipe escolar. "Esse é um trabalho lento, que requer persistência, mas leva à formação de pessoas mais preparadas para enfrentar conflitos, tolerantes com as diferenças e capazes de defender o próprio ponto de vista de maneira respeitosa", afirma Adriana.
domingo, 28 de novembro de 2010
É Bom Ser Criança!!!! (música: Toquinho)
É bom ser criança,
Ter de todos atenção.
Da mamãe carinho,
Do papai a proteção.
É tão bom se divertir
E não ter que trabalhar.
Só comer, crescer, dormir, brincar.
É bom ser criança,
Isso às vezes nos convém.
Nós temos direitos
Que gente grande não tem.
Só brincar, brincar, brincar,
Sem pensar no boletim.
Bem que isso podia nunca mais ter fim.
É bom ser criança
E não ter que se preocupar
Com a conta no banco
Nem com filhos pra criar.
É tão bom não ter que ter
Prestações pra se pagar.
Só comer, crescer, dormir, brincar.
É bom ser criança,
Ter amigos de montão.
Fazer cross saltando,
Tirando as rodas do chão.
Soltar pipas lá no céu,
Deslizar sobre patins.
Bem que isso podia nunca mais ter fim.
Ter de todos atenção.
Da mamãe carinho,
Do papai a proteção.
É tão bom se divertir
E não ter que trabalhar.
Só comer, crescer, dormir, brincar.
É bom ser criança,
Isso às vezes nos convém.
Nós temos direitos
Que gente grande não tem.
Só brincar, brincar, brincar,
Sem pensar no boletim.
Bem que isso podia nunca mais ter fim.
É bom ser criança
E não ter que se preocupar
Com a conta no banco
Nem com filhos pra criar.
É tão bom não ter que ter
Prestações pra se pagar.
Só comer, crescer, dormir, brincar.
É bom ser criança,
Ter amigos de montão.
Fazer cross saltando,
Tirando as rodas do chão.
Soltar pipas lá no céu,
Deslizar sobre patins.
Bem que isso podia nunca mais ter fim.
Motivação na Aprendizagem
Os professores estão sempre se perguntando sobre o que devem fazer para que os alunos realmente aprendam.
Segundo o dicionário Silveira Bueno, motivação quer dizer exposição de motivos ou causas; animação; entusiasmo. Através dessas definições, pode-se constatar que estar motivado é estar animado, entusiasmado. Para isso, é necessário ter motivos para se chegar a esse estado.
Qualquer coisa que se faça na vida, é necessário primeiro a vontade de realizá-la, senão nada acontece. Isso também ocorre na educação. Educação requer Ação e como resultado dessa ação, há o APRENDIZADO. Mas para que se realize a ação e esta resulte no aprendizado é necessário, inicialmente, que haja a VONTADE, nesse caso, a vontade de aprender. O professor deve descobrir estratégias, recursos para fazer com que o aluno queira aprender, em outras palavras, deve fornecer estímulos para que o aluno se sinta motivado a aprender. Como por exemplo:
- Dar tratamento igual a todos os alunos;
- Aproveitar as vivências que o aluno já tem e traz para a escola no momento de montar o currículo, incluir temas que tenham relação, isto é, estejam ligados à realidade do aluno, a sua história de vida, respeitando a sua vida social, familiar;
- Mostrar-se disponível para o aluno, ou seja, mostrar que ele pode contar sempre com o professor;
- Ser paciente e compreensivo com o aluno;
- Procurar elevar a auto-estima do aluno, respeitando-o e valorizando-o;
- Utilizar métodos e estratégias variadas e propostas de atividades desafiadoras;
- Mostrar-se aberto e afetivo para e com o aluno;
- "Acolher" realmente o aluno;
- Dar carinho e limites na medida certa e no momento adequado;
- Manter sempre um bom relacionamento com o aluno, e consequentemente, um clima de harmonia;
- Fazer de cada aula um momento de real reflexão;
- Ter expectativas positivas acerca do aluno;
- Saber ouvir o aluno;
- Não ridicularizá-lo jamais;
- Amar muito o que faz, a sua profissão de professor;
- Mostrar para o aluno que ele pode fazer a DIFERENÇA, isto é, que ele tem o seu lugar e o seu valor no mundo;
- Perceber que ele, o professor, pode fazer a DIFERENÇA, para o aluno;
O professor deve ensinar o aluno a ser ético e crítico, mostrando a ele que a crítica é boa , desde que feita de maneira adequada e que a ética é fundamental em qualquer relacionamento humano, em qualquer ambiente: Familiar, Social, Escolar, entre outros.
Autora: Cássia Ravena Mulin de Assis Medel
email: ravenamedel@yahoo.com.br
Crianças agressivas: como lidar com elas?
Crianças na primeira infância muitas vezes se expressam mordendo, gritando, beslicando ou chutando. Antoniele Fagundes, Consultora Familiar e dona da empresa Babá Ideal, explica que nos primeiros anos de vida as crianças estão aprendendo como funciona a sociedade e quais as suas potencialidades. Testar as capacidades que nosso corpo pode fazer como chutar e gritar ou experimentar o corpo de outra pessoa, mordendo ou beliscando é um importante aprendizado.
Caso esse comportamento perdure ou aconteça de forma exacerbada, pode ser um sinal de que algo não está bem. Os pais devem estar atentos aos ataques de agressão e conversar de forma firme, mostrando que a criança pode adquirir o que deseja sem ter que machucar o outro. “O castigo pode ser temporariamente satisfatório para os pais. No entanto, pelos exemplos que tenho acompanhado, apenas dá uma pausa e faz a criança muitas vezes ficar mais tensa ao ter que lidar sozinha e quieta com aquelas sensações de euforia e agressividade”, aponta Antoniele.
Há casos em que os pais se culpam pelo pouco tempo passado com os filhos e deixam de cumprir seu papel de orientador e disciplinador durante os momentos que estão juntos. A permissividade que atualmente existe em muitos lares é fator importante na observação de um quadro de agressividade infantil. “As crianças estão a todo tempo testando os limites do seu comportamento para saber até onde podem ir. Quando os pais ou educadores não impõem regras claras e firmes, a criança sofre com a falta de alguém para limitar suas ações”, esclarece a consultora.
Regras e limites são importantes para que as crianças aprendam a controlar seus impulsos agressivos e lidar com as frustrações para conviver em sociedade de forma saudável. A falta de orientação e limites permite que a criança cresça desestruturada. Pais com posturas firmes e carinhosas conseguem equilibrar a situação.
Para famílias que já tentaram diversas maneiras de conter atitudes negativas de seus filhos e mesmo assim ainda possuem dificuldades em conseguir uma solução definitiva, a consultoria familiar tem muito a oferecer. Através de conversas esclarecedoras, os pais podem se dar conta que pequenos gestos contribuirão para a felicidade maior do filho e harmonia familiar
Autora:
Antoniele Fagundes é Consultora Familiar e criadora da empresa Babá Ideal.
www.babaideal.com.br.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Festa do Livro da USP traz títulos com 50% de desconto
A 12ª edição da Festa do Livro da USP será realizada nos dias 24, 25 e 26 de novembro de 2010, das 9h às 21h, no saguão do prédio da Geografia e História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Todos os livros vendidos durante o evento terão, obrigatoriamente, desconto mínimo de 50% em relação ao preço de capa praticado pelos editores.
A Festa do Livro da USP é um evento gratuito e aberto ao público geral. O endereço do prédio da Geografia e História é Av. Prof. Lineu Prestes, 338, Cidade Universitária, São Paulo (SP).
Mais informações: www.edusp.com.br/eventos.asp
sábado, 20 de novembro de 2010
Estudantes da PUC desocupam prédio da reitoria em SP
O grupo de estudantes que ocupava o prédio da reitoria da PUC-SP desde a última quinta-feira (18) deixaram voluntariamente o prédio entre o final da noite desta sexta-feira (19) e a madrugada deste sábado. Os estudantes pedem a redução das mensalidades e mais bolsas de estudo, entre outra reivindicações.
Em comunicado publicado na sexta, o reitor da PUC-SP, Dirceu de Mello, disse que na ação dos estudantes havia "inoportunidade, injustiça e ilegalidade --ilegalidade do ponto de vista criminal, inclusive" na invasão. Ele diz que é "ilógico" uma universidade privada, "que vive praticamente da contribuição financeira dos alunos, cogitar a gratuidade de seus cursos, a redução, ou não atualização das mensalidades que cobra, ante a realidade de inflação que, já admitida pelos institutos de pesquisa próprios, aponta para recomposições indeclináveis." Felipe Moda, estudante de Psicologia e membro do centro acadêmico, disse que cerca de 200 pessoas se revezavam na ocupação do prédio. Ele considera "uma necessidade" a revisão do preço das mensalidades cobradas na PUC. "A universidade tem caráter filantrópico. Desde o começo do ano, realizamos atos, assembleias, audiências públicas para negociar a redução [das mensalidades]. Todas as tentativas foram negadas", afirmou Moda.
Na segunda-feira (22), os estudantes vão realizar uma assembleia e debater a negociação com a reitoria. Os alunos propõem que os reajustes de mensalidades sejam calculados apenas pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor). De acordo com cálculos preliminares relativos ao curso de direito, o reajuste da mensalidade foi cerca de 12% maior do que a variação do índice entre 2005 e 2010.
Os valores das mensalidades para o ano de 2011 devem ser anunciados nas próximas semanas. Os estudantes dizem que os critérios utilizados pela PUC-SP para fixar os novos preços não são claros.
MANTENEDORA
A Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP, também divulgou um comunicado ontem, em seu site. A secretaria-executiva afirmou estar decepcionada "com a atitude de um grupo de estudantes, ligado a alguns centros acadêmicos da PUC-SP, de ocupar ilegalmente" o prédio das reitoria.
"Esta fundação nunca se furtou ao diálogo com todos os estudantes, participando, inclusive, de audiência pública realizada recentemente e acolhendo estudantes em conversas individuais. Com esta atitude violenta, porque invasão de domicílio, os estudantes rompem o diálogo e se isolam. Aguardamos que o bom senso prevaleça, que a atitude seja revista e se restabeleça a ordem", afirmou o comunicado.
INVASÃO
De acordo com os estudantes, a decisão de invadir o prédio da reitoria, no campus Perdizes, na zona oeste de São Paulo, foi tomada após uma reunião do Consad (Conselho Administrativo).
A reunião, dizem os estudantes, foi motivada por um abaixo-assinado com 2.200 assinaturas que pedia a redução das mensalidades. Eles afirmam que o reitor e mais dois conselheiros decidiram reduzir apenas a mensalidade do curso de Serviço Social. A decisão provocou manifestações dos estudantes que acompanhavam a reunião, que acabou suspensa.
Em seguida, o prédio da reitoria foi invadido por cerca de 300 alunos. O ato é chamado de ocupação pelos alunos, por ter ocorrido de "forma pacífica".
Fonte: Folha.com
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
QUE LIVRO É VOCÊ????
Você já parou para pensar que livro é você???? Clique no teste abaixo e confira!!!!!
CARTAZES SUPER ESPECIAIS!!!!
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Programa Pelo Direito de Ser Criança!!!!!
O que é?
O Programa pelo Direito de Ser Criança é uma ação realizada a partir da parceria entre a marca OMO (Unilever) e o Instituto Sidarta, que reconhecem e premiam instituições de ensino que valorizam a importância do brincar e do aprender pela experiência em suas práticas escolares. Vale ressaltar que o Programa reconhece iniciativas relativas ao brincar e ao aprender pela experiência que valorizem a simplicidade e a ação da criança, independentemente de recursos materiais aplicados.
Acesse o site de OMO e faça o download de livros a respeito do desenvolvimento infantil.
Assita vídeos das escolas que mais se destacaram no Selo Aqui se Brinca e muito mais.
Não deixe de conferir o que aconteceu nas edições passadas.
Quem pode participar?
O Programa pelo Direito de Ser Criança é destinado aos profissionais de educação das escolas da rede pública e privada de todo o Brasil, que atuam com crianças do Educação Infantil e Ensino Fundamental Nível I.
A premiação vai contemplar duas categorias:
Selo Aqui se Brinca
Categoria destinada às escolas do Ensino Infantil
Selo Aqui se Aprende pela Experiência
Categoria destinada às escolas do Ensino Fundamental I
Ambas serão avaliadas por uma comissão de especialistas em educação que serão responsáveis pela seleção e análise de todas as escolas a partir de critérios previamente estabelecidos a partir do programa avaliativo, responsável pela geração de um referencial teórico e de indicadores das escolas acerca do brincar e do aprender pela experiência. O critério de avaliação será estabelecido mediante os cinco pilares conceituais do Programa
Direito de aprender através de brinquedos não estruturados
Valoriza o tempo e o espaço do brincar na escola, a criança como sujeito desse brincar e a utilização de materiais de baixo custo, simples e essenciais.
Direito de viver o mundo através da experiência
Valoriza a experiência individual e subjetiva, bem como a criança como sujeito de seu aprendizado.
Direito de estar em contato com a natureza
Valoriza o contato dos alunos com a natureza e seus elementos.
Direito de experimentar o cuidado com o planeta e com a sociedade
Valoriza a escola que adote práticas sustentáveis e socialmente responsáveis gerando posturas reflexivas entre os alunos.
Direito de vivenciar a cultura local
Valoriza a escola que reconheça a cultura local de seus alunos e da região onde está inserida, destacando seus aspectos comunitários, festivos e de participação comunitária e familiar dentro da realidade e espaços escolares.
Premiação
No total, são 18 prêmios por categoria, elaborados especialmente para potencializar o brincar proposto, como Parques Modulares que buscam potencializar a interação e autonomia das crianças. Os parques são feitos com materiais sustentáveis e com a observação de todas as normas de segurança.
Além disso, cada uma das três primeiras colocadas de cada categoria poderão indicar uma segunda escola para receber um prêmio idêntico ao entregue aos vencedores.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Assim não dá! Cultivar a expulsão de alunos como rotina
À escola cabe identificar e analisar os motivos de atitudes inadequadas por parte dos estudantes e dos professores e funcionários. Uma primeira medida é levantar questões como: é sempre o mesmo aluno que é convidado a se retirar da sala? Ou é determinado professor que tem o hábito de expulsar? Que atitude levou à exclusão? As respostas vão apontar os caminhos para a ação: caso seja sempre o mesmo aluno, vale investigar como estão o desempenho dele, a participação na aula e o relacionamento com os colegas. Se é um docente que tem por costume tomar essa medida, é preciso saber o que o incomoda e oferecer maneiras de resolver conflitos. Como é a postura dele durante a aula? Os alunos entendem as atividades propostas?
É bom lembrar que algumas regras de convivência precisam ser discutidas pelos alunos para que eles também se sintam responsáveis por cumpri-las. E os critérios para punições estão entre elas. A escola é um espaço educativo e as situações de resolução de conflitos são ricas para que os alunos aprendam valores e atitudes da boa convivência social.
O papel do conselho tutelar
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, para os íntimos) completa 20 anos em 13 de julho e aqueles que se dedicam à Educação têm muito a comemorar: essa lei representa uma conquista e uma fonte de inspiração e constitui-se num valoroso aliado na formação de cidadãos. Não podemos esquecer que ela se tornou uma referência internacional, um exemplo de como qualquer país deve tratar suas crianças e seus adolescentes.
Apesar da excelência reconhecida, a falta de conhecimento do ECA ainda é uma realidade. Poucos gestores educacionais dominam seus conteúdos. A maioria tem apenas impressões genéricas, construídas em situações complicadas - como a exigência de matrícula, as constantes faltas de um aluno, a família que nunca comparece à escola, o estudante muito indisciplinado ou a presença de drogas na escola. Por infelicidade, o ECA só é citado quando se chega a situações-limite e os ânimos já estão exaltados. Como muitas vezes os responsáveis por fazer cumprir o ECA são os conselhos tutelares (CTs) - e as escolas têm baixa governabilidade sobre suas ações -, esses são vistos quase como invasores ou agentes que mais atrapalham do que ajudam. Contudo, nós, educadores, somos, por ofício, guardiões dos direitos dos estudantes, e as instituições que resguardam esses direitos (como os CTs) só podem ser nossas aliadas. Se não são, é sinal de que algo grave está acontecendo.
Sem dúvida, existem equívocos de várias partes. No que tange aos conselheiros, muitos erros são cometidos por causa da falta de familiaridade com o funcionamento das escolas. Não raro, eles não são especialistas em Educação e não acompanham com a profundidade necessária os debates elementares da área: projetos, programas, currículos etc. Até sem ter consciência disso, vez ou outra eles atropelam as escolas com algumas de suas atitudes, dando, por exemplo, opiniões sobre o conteúdo de determinada matéria ou sobre o relacionamento de uma professora com seus alunos sem ouvir os envolvidos ou ainda tomando partido de estudantes contra a direção antes de dialogar. Uma maior aproximação dos CTs com as equipes gestora e docente pode evitar ruídos nesse relacionamento.
Já da parte da escola, a falta de iniciativa tende a ser o principal motivo de desentendimentos. Vejamos um caso: quais ações são prontamente desencadeadas quando ocorrem cenas explícitas de agressão, deboche, discriminação e preconceito antes de essa prática virar uma rotina na instituição? A seriedade do assunto não pode deixar que esses atos rolem soltos e omitir-se é abdicar do papel educativo. Afinal, estamos ensinando aos jovens o que é (des)respeito. E nós, profissionais da Educação, muitas vezes sem saber o que fazer, acabamos por agir em algumas situações (como a do bullying) só quando cutucados pelo conselho.
Sem dúvida, os conselhos tutelares podem ser grandes aliados dos educadores se forem usados em favor do nosso trabalho na formação de crianças e adolescentes. Se a relação dos conselheiros com a escola não satisfaz aos anseios da sociedade, cabe a nós mudar esse rumo, em que o respeito aos estudantes seja uma tarefa coletiva entre conselhos tutelares, famílias e escolas.
Fonte: Revista Gestão Escolar
Juca Gil
É professor de Políticas Educacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Sem dúvida, existem equívocos de várias partes. No que tange aos conselheiros, muitos erros são cometidos por causa da falta de familiaridade com o funcionamento das escolas. Não raro, eles não são especialistas em Educação e não acompanham com a profundidade necessária os debates elementares da área: projetos, programas, currículos etc. Até sem ter consciência disso, vez ou outra eles atropelam as escolas com algumas de suas atitudes, dando, por exemplo, opiniões sobre o conteúdo de determinada matéria ou sobre o relacionamento de uma professora com seus alunos sem ouvir os envolvidos ou ainda tomando partido de estudantes contra a direção antes de dialogar. Uma maior aproximação dos CTs com as equipes gestora e docente pode evitar ruídos nesse relacionamento.
Já da parte da escola, a falta de iniciativa tende a ser o principal motivo de desentendimentos. Vejamos um caso: quais ações são prontamente desencadeadas quando ocorrem cenas explícitas de agressão, deboche, discriminação e preconceito antes de essa prática virar uma rotina na instituição? A seriedade do assunto não pode deixar que esses atos rolem soltos e omitir-se é abdicar do papel educativo. Afinal, estamos ensinando aos jovens o que é (des)respeito. E nós, profissionais da Educação, muitas vezes sem saber o que fazer, acabamos por agir em algumas situações (como a do bullying) só quando cutucados pelo conselho.
Sem dúvida, os conselhos tutelares podem ser grandes aliados dos educadores se forem usados em favor do nosso trabalho na formação de crianças e adolescentes. Se a relação dos conselheiros com a escola não satisfaz aos anseios da sociedade, cabe a nós mudar esse rumo, em que o respeito aos estudantes seja uma tarefa coletiva entre conselhos tutelares, famílias e escolas.
Fonte: Revista Gestão Escolar
Juca Gil
É professor de Políticas Educacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
"Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música...
não começaria com partituras, notas e pautas.
Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria
sobre os instrumentos que fazem a música.
Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria
que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas.
Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas
para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes".
Rubem Alves
não começaria com partituras, notas e pautas.
Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria
sobre os instrumentos que fazem a música.
Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria
que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas.
Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas
para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes".
Rubem Alves
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